Publicado em: 19/03/2020 - Atualizado em: 18/05/2020

O Hospital Santa Virgínia possui um plano de contingência para atendimentos de Covid-19, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde. Reforçamos que nossos profissionais estão treinados e preparados para atuarem em casos de suspeita e confirmação da doença.

Com o avanço do Coronavírus pelo Brasil, algumas medidas são necessárias para evitar a propagação da doença. A Dra. Márcia Marotto, médica coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do Hospital Santa Virgínia (HSV), esclarece algumas dúvidas frequentes para ajudar na prevenção da Covid-19.

O que é o Coronavírus?

Os Coronavírus são uma grande família de vírus, que podem causar infecções respiratórias leves, semelhantes a um resfriado comum, ou doenças mais graves, como a Sars e a recente Covid-19.

A transmissão do vírus ocorre de uma pessoa para a outra, pelo ar ou pelo contato com secreções contaminadas.

Veja as principais formas de transmissão:
- Gotículas de saliva;
- Espirro;
- Tosse;
- Catarro;
- Contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, com pessoa infectada;
- Contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de toque na boca, nariz ou olhos. 

Os principais meios de prevenção do Coronavírus são:

- Ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com o antebraço;
- Utilizar lenço descartável para a higiene nasal;
- Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
- Não compartilhar objetos de uso pessoal;
- Limpar regularmente o ambiente e mantê-lo ventilado;
- Lavar as mãos com água e sabão, por pelo menos 40 segundos, ou usar antisséptico de mãos à base de álcool 70%, por 20 segundos;
- Evitar contato com pessoas que estejam com os sintomas respiratórios;
- Deslocamentos/viagens não devem ser realizados enquanto estiver doente.

Os principais sintomas são semelhantes aos de um resfriado comum. Em casos mais graves, pode causar infecção do sistema respiratório, como pneumonias.

- Febre;
- Tosse seca;
- Coriza;
- Dificuldade para respirar.


O que fazer em caso de sintomas do Coronavírus?

Ao sentir os sintomas, é recomendado o paciente procurar o serviço de saúde. O médico avaliará se os sinais podem indicar infecção por Covid-19 e encaminhar para coletar material para diagnóstico e início do tratamento.  

O que é o período de incubação do Coronavírus?

O tempo de incubação é o período entre a data de contaminação com o vírus até o início dos sintomas. No caso da Covid-19, o vírus pode ficar sem apresentar nenhum dos sinais por até duas semanas (14 dias).

Como é feito o diagnóstico da Covid-19?

Em todos os casos suspeitos, o diagnóstico é realizado por meio da coleta de materiais respiratórios (aspiração de vias aéreas ou coleta de secreções da boca e nariz). Conforme orientação do Ministério da Saúde, as amostras devem ser encaminhadas para análise de um dos laboratórios de referência - em São Paulo, o Instituto Adolfo Lutz, da Secretaria de Estado da Saúde.

Como é realizado o tratamento?

O tratamento da Covid-19 é sintomático, ou seja, são tratados os sintomas, conforme o quadro clínico do paciente. Sendo assim, é indicado repouso e bastante consumo de água. Além disso, medidas de alívio dos sintomas, como uso de medicamento para dor e febre, conforme orientação médica. Em casos mais graves, pode ser necessário internação hospitalar e oxigênio suplementar.

Quem deve usar máscaras?

De acordo com o Ministério da Saúde, a máscara é recomendada para toda a população. Vale lembrar que o uso do EPI é um complemento de prevenção à Covid-19, sendo assim, é importante realizar as demais ações preventivas, como a higienização das mãos e a etiqueta respiratória. 

Confira o modelo de máscara adequado para cada pessoa: 

Modelo cirúrgico e N95:

Recomendadas aos profissionais da saúde e aos pacientes com sintomas respiratórios.

Máscara de tecido dupla face:

Indicada para quem não apresenta sintomas da Covid-19.

Quando devo trocar a máscara de tecido? 

A máscara de tecido deve ser trocada a cada três horas ou se estiver úmida. Vale ressaltar que o equipamento de proteção não pode estar danificado ou com sujeira aparente.

Como devo colocar a máscara?  

Faça a adequada higiene das mãos com água e sabão ou com álcool em gel 70%. Coloque a máscara pelas tiras, sem tocar na parte frontal. Ajuste-a ao rosto, cobrindo totalmente a boca e o nariz, sem deixar espaços nas laterais. Retire, também, pelas alças, e coloque a máscara em um saco de papel ou plástico. Posteriormente, faça a higienização das mãos.

Como lavar a máscara de tecido? 

Lave separadamente, com água e sabão neutro; deixe de molho, por 30 minutos, em solução com água sanitária ou outro desinfetante equivalente (sugestão: diluir 2 colheres de sopa do produto em 1 litro de água); enxágue bem, retire o excesso de água e deixe secar; após passar, guarde a máscara em um saco plástico vedado e limpo.

Luvas protegem contra o novo Coronavírus? 

O uso das luvas é recomendado aos profissionais da saúde, mas não à população no dia a dia. Isso porque, além de não prevenir a Covid-19, o acessório transmite a falsa sensação de segurança. Por exemplo, se a pessoa estiver de luvas e encostar numa superfície contaminada e, posteriormente, levar a mão aos olhos, boca ou nariz, se contaminará. A maneira mais efetiva de prevenção do novo Coronavírus é higienizar as mãos corretamente.

Como higienizar as mãos corretamente? 

As etapas para a higienização correta das mãos são: palmas, entre os dedos, dorso, unhas, polegares e punhos. É fundamental realizar a limpeza das mãos, antes e depois de usar o banheiro, após utilizar o transporte público ou tocar em objetos compartilhados, sempre que chegar da rua e antes das refeições. Lembrando que o álcool em gel (70%) e água e sabão têm a mesma eficácia, desde que não haja sujeira aparente.

Tempo necessário:
- Álcool em gel: 20 a 30 segundos
- Água e sabão: 40 a 60 segundos 

Você sabe todas as etapas de colocação e retirada dos EPIs?

A enfermeira coordenadora de Qualidade do HSV, Bartira de Oliveira Pari, explica o passo a passo para colocar e retirar os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), visando à segurança dos profissionais da saúde.

No isolamento domiciliar, quais cuidados são necessários?

O paciente deve respeitar o período de quarentena (geralmente de duas semanas), recebendo os cuidados necessários em casa e mantendo a hidratação e o repouso. Os familiares devem tomar as devidas precauções, como evitar o compartilhamento de objetos pessoais, o contato com secreção do paciente e realizar a higienização constante das mãos e do ambiente.

Por que os idosos e os pacientes crônicos são mais suscetíveis à doença?

Pessoas acima de 60 anos possuem menor capacidade de defesa do sistema imunológico. Assim, ficam mais vulneráveis à ocorrência de doenças infectocontagiosas, como a gripe, a pneumonia e o novo Coronavírus. O mesmo ocorre com pacientes imunossuprimidos e com doenças crônicas (como diabetes, asma, doenças cardiovasculares e câncer). Por isso, as medidas de precaução devem ser ainda mais rigorosas para este grupo de risco.

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Fontes: Ministério da Saúde | Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HSV