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Cuidados com a voz é tema de palestra do Centro de Estudos HSV

Especialista aborda os principais tipos de doenças, prevenção e tratamento do sistema vocal

No mês da Campanha Nacional da Voz, o Centro de Estudos HSV promoveu mais um encontro de formação para os colaboradores e médicos da instituição. A apresentação foi realizada no dia 25 de abril de 2018, pela Dra. Maria Renata Macca F. Jorge, otorrinolaringologista do Hospital Santa Virgínia, sobre o tema “Cuidados com a voz”.

A especialista iniciou relatando sobre a importância do funcionamento da laringe no processo da voz e os principais exames para diagnosticar doenças, entre eles: Laringoscopia indireta, Nasofibrolaringoscopia Flexível e Videoestrobolaringoscopia. “Existem lesões que não podem ser diagnosticadas só com imagem estática, por isso, é necessária uma análise mais detalhada com vídeo”, destacou.

A médica explicou que há dois tipos de alterações nas pregas vocais: as fonotraumáticas e as estruturais.

As lesões fonotraumáticas geralmente podem ser evitadas, como: os nódulos, pólipos, cordite e edema de Reinke. “Os nódulos de pregas vocais são comuns em profissionais que falam por muito tempo ou em tom elevado, por exemplo, os professores e os cantores. Já os pólipos são lesões sésseis, frequentes em quem faz exercícios físicos falando, o caso de personal trainers”, afirmou a otorrinolaringologista.

De acordo com a Dra. Maria Renata, o edema ocorre quando o espaço de Reinke fica danificado, muito comum em pessoas que fumam, e sua forma de tratamento pode incluir cirurgia.

As alterações estruturais mínimas nas pregas vocais são congênitas: sulco vocal, cisto, ponte mucosa, microdiafragma de comissura anterior e vasculodisgenesias. A médica também descreveu o granuloma, que pode acometer pacientes entubados ou com forte refluxo gastroesofágico. Além dos carcinomas laríngeos, como a leucoplasia.

Por fim, a especialista compartilhou dicas importantes para maior cuidado com a voz. “Beber água, fazer inalação com soro fisiológico, higiene nasal e, principalmente, não fumar; isto é o básico para evitar complicações nas cordas vocais”, destacou.

Vale ressaltar a importância do diagnóstico precoce e que o tratamento de cada patologia é individualizado e normalmente acompanhado por uma equipe multidisciplinar, formada por fonoaudiólogas, fisioterapeutas e psicólogas.

 

Colaboradores comentam a palestra

“Para mim, que gosto de cantar, foi muito esclarecedor e interessante. Com os exemplos apresentados, tive a certeza da importância do acompanhamento periódico com um profissional, pelo menos, a cada 6 meses.” (Reginaldo Braga Meira, assistente de OPME)

“Agora vou tomar mais cuidado, e alertar outras pessoas que o cigarro e a bebida podem causar mal para a mucosa do trato vocal. Como faço o soprano no coral do HSV, vou procurar não forçar a voz e cuidar mais da corda vocal.” (Ivani de Souza Barbosa, arquivista)

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital Santa Virgínia

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