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Em apoio à campanha Setembro Verde, HSV alerta para a prevenção do câncer de intestino

Neste mês, é celebrado o Setembro Verde, período para alerta e conscientização sobre o câncer de intestino grosso, que são tumores malignos que acometem o cólon, o reto e o canal anal. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), este é o segundo tipo de tumor mais frequente nas mulheres, e o terceiro entre os homens, com estimativa de cerca de 36.360 novos casos em 2018.

Nas últimas três décadas, a incidência da doença aumentou significativamente. Entre os anos 1989-1990 e 2012-2013, o número de casos de tumor no reto dobrou, passando de 14,6% para 29,2%. Já os casos de tumor no cólon evoluíram de 11,6% para 16,6%,no mesmo período. Por isso, a importância de consultar um médico coloproctologista, especialmente a partir dos 45 anos.

O exame de Colonoscopia, que pode ser realizado no Hospital Santa Virgínia (HSV), é o mais eficaz para o diagnóstico precoce da doença. Geralmente, o câncer de intestino grosso se origina de pólipos (pequenas “verrugas” na parede do intestino), que podem se transformar em tumores, no período de 10 a 15 anos, se não tratados adequadamente.  




Na entrevista abaixo, o Dr. Rogerio Cury, coloproctologista e coordenador do Centro Cirúrgico do HSV, explica os principais sintomas, fatores de risco, formas de prevenção e de tratamento do câncer colorretal. Com título pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia, o médico também dirige o Serviço de Gastrocirurgia e Coloproctologia do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Confira a entrevista: 

Quais são os principais sintomas do câncer de intestino grosso? 

Dr. Rogerio Cury: Na fase inicial, a doença pode ser assintomática. Assim, é extremamente importante a realização do exame preventivo para o diagnóstico precoce e consequente aumento das chances de cura. Quando existem, os principais sintomas são: sangramento nas fezes; alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação, associada ou não a dor abdominal); anemia, fraqueza e perda de peso; evacuação incompleta; entre outros. Vale lembrar que outras doenças também podem apresentar esses mesmos sintomas, por isso, a importância de consultar um coloproctologista. 

Qual é a idade mais comum para o desenvolvimento da doença?

Dr. Rogerio Cury: O câncer esporádico, sem histórico familiar, acomete a população acima de 50 anos (cerca de 70% dos casos). Já o câncer de origem familiar, conhecido por HNPCC (Câncer Colorretal Hereditário Não Polipóide), atinge pacientes com menos de 50 anos (30% dos casos). O sexo feminino é mais prevalente que o masculino para o desenvolvimento da doença. Nas mulheres, pode haver relação com outros tipos de tumores, principalmente de mama e de endométrio (útero). 

Quais são os principais fatores de risco para o surgimento do câncer colorretal?

Dr. Rogerio Cury: Dentre os fatores principais, estão: dieta rica em carnes vermelhas e gorduras, e pobre em fibras; excesso de alimentos processados e defumados; sedentarismo; obesidade e sobrepeso; tabagismo e etilismo; história pessoal ou familiar de pólipos ou câncer intestinal; síndromes genéticas (poliposes); e doenças inflamatórias intestinais (retocolite ulcerativa ou Doença de Crohn). 

Como prevenir a doença? 

Dr. Rogerio Cury: A Colonoscopia é o exame mais eficaz para a prevenção do câncer de intestino. As imagens revelam as condições do colón, canal anal e reto, auxiliando no diagnóstico precoce. Outras formas de prevenção: manter uma alimentação saudável, com uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras, carnes vermelhas e embutidos; praticar atividades físicas regularmente; manter o peso adequado; não fumar nem ingerir bebidas alcoólicas em excesso. 



Como é feito o tratamento?

Dr. Rogerio Cury: O tratamento vai depender do estágio em que a doença for diagnosticada. Em caso de diagnóstico precoce, pode ser resolvida no próprio exame de Colonoscopia. Já nos casos mais avançados, e dependendo da localização do tumor, pode ser necessário cirurgia e/ou quimioterapia e/ou radioterapia. Quando localizado no reto e no canal anal, pode ser preciso realizar quimioterapia e radioterapia antes da cirurgia. Quanto mais precoce o tratamento, menor a agressividade, melhor a qualidade de vida do paciente e, principalmente, maior a chance de cura. 


Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital Santa Virgínia

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