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Obesidade é uma doença e tem tratamento

Confira a entrevista com a Dra. Fabiana Franca, cirurgiã do aparelho digestivo e da obesidade do HSV, sobre a epidemia que afeta 19,8 milhões de brasileiros

Batata frita, hambúrguer, bolacha recheada, refrigerante e doces. O que esses alimentos têm em comum? Todos são industrializados, possuem alto valor calórico e seu consumo excessivo gera danos à saúde, como a obesidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano, 2,8 milhões de pessoas morrem por consequência de sobrepeso ou obesidade. 

No Brasil, 19,8% da população é obesa. Já o sobrepeso aumentou 30,8% nos últimos 12 anos, passando de 42,6% da população, em 2006, para 55,7%, em 2018, segundo o Ministério da Saúde. Confira a entrevista com a Dra. Fabiana Franca, cirurgiã do aparelho digestivo e da obesidade do Hospital Santa Virgínia (HSV), e esclareça as principais dúvidas sobre a doença. 

O que é a obesidade?

Dra. Fabiana Franca: A obesidade é um excesso de peso ocasionado pelo acúmulo de gordura no organismo causado pelo desequilíbrio entre o ganho e o gasto energético. É considerada um problema de saúde crônico e multifatorial, que compromete a qualidade de vida e diminui a expectativa de vida do paciente em até 20 anos. 

Quais são as principais doenças associadas à obesidade?

Dra. Fabiana Franca: Diabetes, Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), dislipidemia (colesterol e triglicérides alto), apneia obstrutiva do sono, osteoartrose (problemas articulares), gordura no fígado (esteatose hepática), alguns tipos de câncer, doença do refluxo gastroesofágico e depressão. 

Quais são os fatores de risco para a obesidade?

Dra. Fabiana Franca: Predisposição genética (família ou pais obesos), ansiedade, sedentarismo, hábitos de vida desregrados desde a infância e alimentação descontrolada (excessiva). 

Como prevenir a obesidade?

Dra. Fabiana Franca: É importante ter bons hábitos desde criança, dentro de casa e na escola, optando por alimentação saudável. Além disso, evitar alimentos industrializados e ricos em gorduras, excesso de doces, frituras, refrigerantes e bebidas alcoólicas. Devem fazer parte da dieta carnes magras, vegetais, frutas e massas integrais. A prática de atividade física é fundamental, por exemplo, esportes coletivos, corrida, dança, caminhada, ciclismo, entre outros.

Qual é o risco de seguir dietas radicais, por exemplo, à base de alguns tipos de alimentos ou somente com líquidos?

Dra. Fabiana Franca: As dietas radicais apresentam diversos problemas, como deficiências de algumas vitaminas e proteínas, além de não conseguirem ser sustentadas por longo tempo, pois não se trata de uma reeducação alimentar. Também é muito comum o paciente ter o “efeito rebote” (popularmente conhecido como “sanfona”), reganhando o peso perdido de forma radical. Procure um nutricionista para definir uma dieta equilibrada e não ter danos à saúde. 

Como é feito o diagnóstico?

Dra. Fabiana Franca: O diagnóstico é feito pelo cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC), da seguinte forma: o peso dividido pela altura ao quadrado (peso/altura x altura), sendo que o resultado indica o estado do paciente. Veja a tabela abaixo.

Quais são as formas de tratamento?

Dra. Fabiana Franca: Existem duas principais formas de tratamento. A primeira opção é sempre o tratamento clínico, realizado com médico endocrinologista, propondo uma mudança dos hábitos de vida. Assim, o paciente é orientado a praticar atividade física, reorganizar os horários e quantidade das refeições. Em alguns casos, o especialista pode propor o uso de medicações que ajude na perda de peso. É muito importante o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar com nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta e educador físico, para o sucesso no tratamento. Na falha do tratamento clínico da obesidade, o tratamento cirúrgico pode ser indicado.

Quais são os critérios de indicação da cirurgia bariátrica e as principais orientações ao paciente?

Dra. Fabiana Franca: Os critérios para a cirurgia da obesidade são: insucesso de tratamento clínico com o endocrinologista pelo período de dois anos; Obesidade grau 2 (IMC entre 35 e 39,9), associado a comorbidades (doenças relacionadas à obesidade); Obesidade grau 3 (IMC maior que 40); e Obesidade grau 1 (IMC entre 30 e 35), que é a chamada cirurgia metabólica para pacientes diabéticos. A cirurgia da obesidade e metabólica traz perda de peso, melhorias à expectativa, qualidade de vida e condições de saúde do paciente, desde que se prepare adequadamente, siga as orientações médicas e mantenha os hábitos saudáveis para controle do peso.  

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital Santa Virgínia
Publicado em: 11/10/19

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