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Julho Verde: prevenção ao câncer de cabeça e pescoço

A Dra. Marianne Yumi Nakai, cirurgiã do Hospital Santa Virgínia, alerta para os sintomas e o diagnóstico precoce dos tumores de boca, garganta e tireoide 

O Julho Verde é uma campanha de conscientização do câncer de cabeça e pescoço, que tem estimativa de cerca de 40 mil novos casos no Brasil, por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca).  

Neste Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço (27 de julho), a Dra. Marianne Yumi Nakai, cirurgiã de cabeça e pescoço do Hospital Santa Virgínia (HSV), alerta que este tipo de tumor apresenta sintomas iniciais que podem ser confundidos com os de doenças benignas, entre elas, amigdalite, infecção de garganta e afta. Por isso, é muito importante ficar atento aos fatores de risco e buscar atendimento imediato. “Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maior a chance de cura e, principalmente, menor é o impacto na qualidade de vida e nas funções essenciais do paciente, como a fala e a alimentação, além da aparência estética”, explica a especialista. Confira, abaixo, as principais orientações para a prevenção, o diagnóstico e o tratamento.  

Principais tipos de cânceres de cabeça e pescoço

Nos homens, os principais tipos de câncer são o de boca e garganta (laringe e orofaringe), sendo responsáveis pela quinta maior causa de mortalidade no Brasil. Juntos, eles representam quase 8% de todos os novos casos de câncer no país e ocupam a terceira posição entre os tumores mais prevalentes nos homens (principalmente, na faixa etária de 60-65 anos). 

Já nas mulheres, o câncer de tireoide é o mais comum e ocupa a quinta posição entre os tipos de tumor mais incidentes nas brasileiras (sobretudo com idade entre 35 e 45 anos). A boa notícia é que a maioria desses nódulos (cerca de 95% dos casos) são benignos. “O nódulo de tireoide é muito comum, especialmente nas mulheres em idade fértil. Pelo menos metade delas tem nódulo visível ao exame de ultrassom”, explica a Dra. Marianne. 

Principais causas e fatores de risco

O câncer de garganta (orofaringe), geralmente, está associado aos hábitos de fumar e de ingerir bebida alcoólica. Mas também pode estar relacionado à infecção pelo vírus HPV, incidência que vem crescendo no mundo e pode atingir pacientes mais jovens (40-45 anos). Pessoas com antecedente de exposição à radiação ionizante e com familiares de primeiro grau com câncer de tireoide têm maior risco para desenvolver esse tipo de tumor. 

Formas de prevenção

Cânceres de boca e garganta: evitar o cigarro e a ingestão exagerada de bebida alcoólica.

Câncer de tireoide: os pacientes com fator de risco (exposição à radiação ionizante ou história familiar) devem ser acompanhados e investigados com maior frequência, sendo recomendado o exame de ultrassom. É essencial que os profissionais da saúde façam a utilização adequada dos EPIs (avental de chumbo e protetor de tireoide) ou de alguma barreira de proteção à radiação durante os procedimentos. 

Sintomas mais comuns

Rouquidão, caroço no pescoço (aumento dos linfonodos), dor de garganta, dor para engolir e ferida/afta na boca. Apesar de muito comuns, esses sintomas podem indicar um câncer inicial. É aconselhável procurar um médico o quanto antes, principalmente se os sintomas se agravarem e persistirem por mais de 15 dias. Lembrando que os fumantes precisam ter cuidado redobrado e devem buscar atendimento especializado mais cedo.  

Diagnóstico e autoexame

O diagnóstico é feito a partir de uma biópsia (cirúrgica ou por punção) do nódulo ou lesão suspeita. Os pacientes devem ficar atentos ao surgimento dos sintomas, especialmente se pertencerem ao grupo de risco. Neste caso, devem procurar atendimento médico especializado para realizar um exame físico de rotina e, se necessário, outros exames de rastreio (por exemplo, tomografia, ultrassonografia e ressonância). 

Vale alertar que algumas lesões podem ficar “escondidas” em locais pouco visíveis na boca e garganta e passarem despercebidas. Essas lesões consideradas pré-cancerígenas (que podem se transformar em câncer), normalmente, não apresentam sintomas e estão relacionadas ao tabagismo e etilismo. 

Tratamento no Hospital Santa Virgínia 

O Hospital Santa Virgínia conta com toda a infraestrutura necessária para o melhor diagnóstico e o tratamento do câncer. A maior parte dos tumores de boca e garganta tem tratamento cirúrgico. “Dependendo do tipo de câncer e do estágio da doença, é possível realizar cirurgias minimamente invasivas, com o auxílio do videoendoscópio, microscópio, laser, entre outros, o que possibilita uma melhor recuperação do paciente”, ressalta a cirurgiã de cabeça e pescoço do Hospital Santa Virgínia. 

Para os pacientes com câncer de tireoide, existe a técnica de tireoidectomia com o uso da monitorização intraoperatória do nervo laríngeo, o que reduz o risco de rouquidão. Além disso, em alguns casos, podem ser operados por vídeo, sem ficar cicatriz no pescoço.

Os pacientes com câncer de cabeça e pescoço também podem necessitar de tratamento complementar com medicamentos para destruir as células tumorais como quimioterápicos, imunoterapia e terapia-alvo. O HSV possui um Centro de Oncologia e Infusão preparado para atender essas necessidades, com oncologistas clínicos altamente qualificados e equipe multiprofissional (Fisioterapia, Enfermagem e Fonoaudiologia), o que é essencial para ajudar o paciente durante o período de reabilitação. 

Além disso, o hospital dispõe de um Centro de Diagnóstico por Imagem (CDI), com alta qualidade de equipamentos e profissionais, o que permite o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado dos pacientes.

Central de Agendamento de Consultas e Exames: (11) 2799-3230 

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Dra. Marianne Yumi Nakai, cirurgiã de cabeça e pescoço do Hospital Santa Virgínia | CRM: 141.080

Fonte: Assessoria de Comunicação do Hospital Santa Virgínia | Publicado em: 27/7/2020

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